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Escolas no exterior são uma escolha arriscada

Cursos de boas escolas no Brasil são a alternativa aos cursos no exterior, pois além de exigirem um investimento menor, não fazem com que o profissional precise abandonar o mercado de trabalho

Com o aumento da oferta de cursos de MBA no Brasil e a excelente qualidade de vários deles, fica cada vez mais difícil saber em quais casos ainda vale a pena afastar-se do mercado de trabalho por um ou dois anos para investir tempo e dinheiro em um curso no exterior. Ainda mais considerando que os melhores cursos brasileiros têm parceiros internacionais, parte dos professores estrangeiros e ainda oferecem a opção de se realizar parte do curso fora: geralmente, de uma a quatro semanas intensivas do programa, às vezes até em mais de um país. Nesse contexto, em quais casos o mercado considera que valeria a pena investir até US$ 150 mil para estudar no exterior?

A maioria dos headhunters, diretores de recursos humanos de grandes empresas e professores da área acredita que sair do país para estudar só tem sentido se for para freqüentar uma escola de negócios de primeira linha, entre as dez ou 15 melhores do mundo (em pode-se consultar um dos rankings favoritos do mercado). E, de preferência, deve-se fazer isso no início da carreira, com dois a cinco anos de experiência no mercado. Isso porque sem um mínimo de vivência no mundo dos negócios aproveita-se pouco desses cursos.

Já com muita experiência, o profissional tem menos a aprender com o curso e mais a perder com um ou dois anos sem salário. Mesmo no início da carreira, porém, os profissionais de RH acreditam que um MBA no exterior tende a valer mais a pena para quem pretende fazer carreira internacional ou atuar em determinadas áreas.

“Acabou-se o tempo em que as empresas mandavam seus gerentes de recrutamento selecionar alunos das melhores escolas de MBA no exterior, antes de eles concluírem os cursos”, diz a headhunter Flávia Herdeiro. Um MBA no exterior já não é garantia de boa e rápida colocação. “Temos bons profissionais com esses cursos procurando emprego há meses”, adverte Karin Parodi, especialista em recolocação de executivos do Carreer Center. “O MBA é bem visto, mas a empresa hoje valoriza mais a iniciativa, a capacidade de trabalhar em equipe e o histórico de resultados do que o lugar onde foi feito o curso.”

Há casos, porém, em que um título no exterior ainda pode valer a pena. “Se você tiver feito MBA na melhor escola do mundo naquela área isso ainda é um diferencial”, opina Enéas Reis, superintendente de recursos humanos do Banco Santander, com 28 anos de experiência em RH. Ele cita os cursos do IMD e do Enseade para as áreas de gestão, a Chicago University para estratégia empresarial, Wharton para a área financeira e o MIT e a Kellog para a área de tecnologia. Mesmo assim, adverte que em alguns casos pode valer mais um curso feito no Brasil. “Para atuar no mercado financeiro de atacado, daria preferência a alguém com um MBA na Wharton, mas se fosse para trabalhar em finanças no varejo, talvez preferisse um profissional com MBA no Brasil. Nossa realidade é muito específica e os cursos aqui, excelentes”, diz, mencionando os da Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP) . “Um diploma de uma escola brasileira de primeira linha pode valer mais que um de uma instituição estrangeira pouco conhecida”, concorda o headhunter Robert Wong, sócio diretor da Korn Ferry International, que considera excelentes, por exemplo, os cursos brasileiros na área de marketing. Entre os MBA brasileiros de excelência reconhecida estão os da FIA, do Ibmec, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Business School de São Paulo (BSP), da Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e os da Fundação João Cabral.

O peso de um MBA no exterior também depende do setor e da empresa onde o profissional pretende atual. “O setor financeiro, as consultorias de negócios e algumas indústrias nas quais as inovações tecnológicas são muito importantes costumam dar preferência a gente com MBA no exterior”, diz Heitor Penteado, diretor da BSP. Segundo ele, o peso de um MBA no exterior depende também da nacionalidade da empresa. As multinacionais japonesas não dão nenhuma importância a esses títulos e as alemãs, muito pouca. Já as empresas inglesas, francesas e suíças valorizam mais.

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  1. 1 Em 6 Maio, 2008, rick-02 disse:

    Eu acho que um curso no exterior é demasiado arriscado em termos de tempo e investimento. Ha quem se deu bem, mas os cursos já não estão fazendo tanto a diferença como antes!

  2. 2 Em 31 Agosto, 2011, nok nok disse:

    ENSEAD ao invés de Insead? Com este erro grotesco a matéria já perde todo o crédito.

    Outro ponto fundamental: querer comparar MBA’s part time igual aos que são oferecidos no Brasil com os full time da maioria da escolas no exterior é outro erro. Por melhor que sejam as escolas de primeira linha do Brasil (se é que existe alguma) elas nunca terão o mesmo nível de uma escola intermediária no exterior.

    Quem diz que as escolas brasileiras são tão boas quanto as estrangeiras é porque não fez o MBA no exterior para poder comparar.

  3. 3 Em 15 Janeiro, 2012, João Vitor disse:

    Fundação João Cabral?

    Não seria Fundação Dom Cabral?

    Piada…

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