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Alternativas para que o MBA não pese tanto no bolso
Veja quais são as opções para quem precisa fazer um MBA mas não dispõe do valor de investimento. Bolsas e financiamentos são alternativas para acelerar a carreira sem ter que passar anos economizando.
Seja qual for a especialização escolhida, investir em um MBA numa boa escola é uma possibilidade de incrementar o currículo. Não é segredo, porém, que a iniciativa pode ser bastante pesada para o bolso do executivo. Apesar de a maioria das instituições e universidades brasileiras não oferecer bolsas de estudo para esse tipo de curso, existem algumas saídas para que o custo não seja um impedimento para a realização do MBA.
Uma das opções é recorrer a um financiamento bancário. No Banco Real, há uma linha de crédito especial para o pagamento de cursos nacionais de pós-graduação, o CDC-Pós. Diversas instituições brasileiras têm convênio com o programa, a exemplo de Ibmec, Centro Universitário Senac, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Instituto de Administração/Universidade de São Paulo (FIA/Usp), Fundação Dom Cabral e Faculdade IBTA. O financiamento, sujeito à análise, pode chegar a 100% do custo da pós-graduação, divididos em até 36 parcelas e com uma taxa de juros de 2,35% ao mês.
Desconto
Fora o financiamento, as escolas normalmente parcelam o valor dos cursos. A Faculdade IBTA, por exemplo, divide o custo em 12 parcelas e ainda dá um desconto de até 20% no custo integral do programa escolhido se a matrícula for realizada pelo menos três meses antes do começo das aulas. O abatimento diminui para 10% se a inscrição for feita depois disso, mas até o mês que antecede o início do curso.
O coordenador-geral dos cursos de pós-graduação da IBTA, Mairlos Parra Navarro, conta que a escola procura facilitar o ingresso de profissionais em seus programas também por outros meios: “Fazemos parcerias com empregadores que tenham um número expressivo de alunos, a exemplo do que já ocorreu com a IBM e a Telefônica”, ressalta.
Já o Ibmec oferece um esquema especial para companhias com um mínimo de quatro executivos interessados em realizar o MBA. “Designamos um tutor para o grupo, o qual avalia e acompanha as necessidades da empresa e, assim, desenvolve um projeto personalizado”, explica o professor Murilo Furtado. Dessa forma, acredita, a especialização se torna uma ferramenta de investimento que pode contribuir para a retenção dos talentos, trazendo vantagens para a organização, para o executivo e para a própria escola.
Se a possibilidade de conseguir um patrocínio para cursar um MBA no Brasil é praticamente inexistente, curiosamente não dá para dizer o mesmo se a opção recair sobre um programa no exterior. A Fundação Estudar, organização não-governamental criada em 1991, concede bolsas de estudo para essa especialização em escolas nos Estados Unidos e na Europa. Em 14 anos, a entidade já concedeu 284 bolsas, que totalizaram um investimento de aproximadamente US$ 4 milhões.
Evidentemente, o processo de seleção é árduo e exige que o candidato passe por diversas etapas, que compreendem entrevistas individuais, com ex-bolsistas e com o conselho da fundação, além de uma dinâmica de grupo. Tudo isso desde que ele apresente a documentação completa, incluindo o currículo e, principalmente, uma carta de aceitação da universidade em que deseja cursar o MBA - além da comprovação de que, de fato, precisa da ajuda financeira. “As bolsas são parciais e analisadas individualmente, pois acreditamos que o aluno valoriza mais e se sente mais motivado pagando uma parte das despesas”, assinala a diretora-executiva do programa de bolsas da Estudar, Elatia Abate.
Elatia pondera que já houve alguns poucos casos em que a fundação concedeu bolsa para cursos no Brasil, o que envolveu instituições como o Coppead, a FGV e a USP. Segundo a diretora, as exigências foram as mesmas, somadas à necessidade de a escola apresentar conceito A no MEC e de o curso pretendido ser de período integral - algo realmente mais raro em se tratando de MBA.
Artigo por Vanessa Marques
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