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Instituto Mauá firma convênio com Steinbeis University Berlin

Parceria visa oferecer curso de mestrado com diploma de Universidade alemã com validade na Comunidade Européia e MBA (Especialização) com certificado do Instituto Mauá

O Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia firmou convênio com a Steinbeis University, da Alemanha, para implantação de um curso de pós-graduação em Administração Empresarial com ênfase em Estratégia de Crescimento, com caráter internacional. O acordo possibilitará aos estudantes fazer parte do curso na Alemanha e obter dupla diplomação: Mestrado Profissional (Pós-Graduação stricto sensu) - diploma alemão com validade na União Européia -, e Especialização - MBA Executivo (Pós-Graduação lato sensu), com certificado brasileiro emitido pelo Instituto Mauá. A primeira turma terá início em setembro; as inscrições já estão abertas.

Além do conteúdo, a dupla diplomação é um dos diferenciais do novo curso, conforme explica o pró-reitor Acadêmico do Centro Universitário do IMT, Roberto Peixoto. “Já existem outros cursos de Comércio Exterior no Brasil, convênios entre faculdades brasileiras e do outros países, mas este terá foco na União Européia e é o único com dupla diplomação, o que é um diferencial em relação aos demais”. A carga horária do curso também é maior que a de outros oferecidos no País e a banca examinadora da Dissertação de Mestrado será composta por professores brasileiros e alemães.

A meta do curso é estabelecer a melhor estratégia de ação internacional para a empresa e posicioná-la no mercado europeu e, em particular, no alemão, utilizando a rede de relacionamentos propiciada pelo curso. Isso justifica a escolha da Steinbeis University Berlin, explica o reitor do Centro Universitário do IMT, Otávio de Mattos Silvares. “Esta universidade integra a Steinbeis Foundation e é uma das poucas universidades privadas alemãs. Ela é pioneira no sistema de ensino dual com empresas alemãs e já trabalha com a comunidade européia há muito tempo, oferecendo cursos específicos em áreas de interesse das indústrias”.

O curso será desenvolvido em dois anos no Brasil e com uma estada de quatro semanas na Alemanha. O programa é baseado em estudos de casos reais, vivenciados nos dois países. O objetivo é identificar oportunidades e formas de atuação e cooperação com empresas da União Européia, em especial da Alemanha, além de entender procedimentos para exportação de produtos e prestação de serviços.

Oportunidades - Com a efetivação recente da parceria, a direção da instituição brasileira vem se reunindo com representantes de empresas sediadas no Brasil e que têm interesse em fazer negócios com países da União Européia, para apresentar o conceito desse curso. A idéia central, conforme os representantes do Instituto Mauá, é contribuir para a abertura dos mercados alemão e europeu para as empresas que têm interesse em atuar naqueles mercados a partir da oferta de profissionais com formação dirigida.

Os benefícios para as empresas são: a capacitação profissional para atuar no mercado internacional, o estabelecimento de redes de relacionamento, o acesso a informações sobre oportunidades nos mercados de seu interesse, a conquista de novos espaços e melhoria da capacidade competitiva da empresa.

Sobre a Steinbeis
- A Steinbeis University Berlin é uma universidade privada, localizada em Berlim e Stuttgart, que tem por objetivo promover a transferência de conhecimento entre os meios acadêmicos e industriais, capacitando estudantes e empresas a gerar oportunidades no mercado internacional.

Site da Steinbeis:

Site do Instituto Mauá:

FGV lança curso de pós-graduação em inovação

A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) lança o PostGraduate Diploma Program em Inovação, Venture Capital e Empreendedorismo, pós-graduação para negócios inovadores de alto retorno. O curso pretende capacitar profissionais para a criação e expansão de negócios com alto índice de inovação e crescimento.

As inscrições podem ser feitas até o dia 30/06, mas o processo seletivo exige a entrega do GMAT e algumas entrevistas. As aulas começam em agosto.

Mais informações no site:

MBA: Gestão, opção para crescer

Enquanto esse quadro de carência persistir, quem vai seguir se destacando são os cursos de pós-graduação em gestão, especialmente os de lato sensu – especializações, que também ganham o nome de Master of Business Administration (MBA) – que abordam fundamentos puros ou aplicados a áreas das mais variadas.
A realidade do trabalho também mudou, só não vê quem não quer. O diretor da Escola de Negócios da Universidade Positivo, Renato Casagrande, explica que para profissionais liberais o conhecimento gerencial é importante. Ou seja, é fundamental saber sobre marketing, equacionar custos e gerir pessoas com eficácia. “Antigamente, só competência técnica garantia o sucesso. Hoje, pela competitividade em todas as áreas, é imprescindível ter conhecimentos gerenciais, por isso as pessoas têm voltado a estudar”, diz ele, citando que há um movimento em torno do ensino de gestão principalmente nas pós-graduações. Apesar de ter uma carga horária menor do que a graduação, em torno de 360 horas, as pós-graduações atualizam conteúdos, informam tendências, o que deve ser feito periodicamente por profissionais, em intervalos de cinco anos.
Devido ao empreendedorismo – assim como a gestão – não ter espaço nesses cursos e a demanda pela abertura de negócios ocorrer naturalmente em diversas áreas, a professora do Centro Universitário UniFae na disciplina de Empreendedorismo, Gislene Durski, comenta que se torna cada vez mais importante o aluno saber como transformar sua idéia em oportunidade de negócio e, depois, em plano de negócios. Mesmo dentro de uma empresa, como funcionário, o profissional pode e deve ser empreendedor. “É viável nesse tipo de posição, pois empreender nada mais é do que imaginar algo, planejá-lo e colocá-lo em prática, indo do sonho ao projeto.”

Criação
A arquiteta Marcia Fujimoto, sócia na empresa Arquitetare – Elaine Zanon e Cláudia Machado Arquitetos Associados, onde trabalha há oito anos, está há três meses cursando um MBA Executivo em Gestão de Empresas de Criação. Formada há 16 anos, ela diz que recebeu formação técnica, mas o conhecimento gerencial teve de assimilar ao longo dos anos. “Não havia disciplina sobre como administrar um negócio e, como é comum se formar e montar um escritório, até mesmo os mais talentosos não podem seguir em frente.”
Marcia, que sempre se dedicou a área técnica, pensou em ampliar sua visão e ver a arquitetura desde o ponto de vista de negócio, conhecendo mais sobre marketing, administração, planejamento, financeiro e gestão de pessoas. “Coordeno alguns profissionais e, neste sentido, estou aprendendo muito sobre como agregá-los em torno de um objetivo e obter comprometimento”, conta Marcia, que aponta ainda outro benefício das aulas, a participação de alunos mais experientes na área administrativa, com discussão de cases reais e troca de experiências.
Em todos os setores em que o profissional tem como horizonte a abertura de um escritório ou oferecimento de um serviço autônomo existe a demanda por esse tipo de conhecimento, como na área de saúde, considerada pela professora Gisele como um setor que ultimamente se rendeu aos conceitos de gestão. “Hoje, ou o médico se aperfeiçoa ou contrata um administrador. Além disso, os hospitais são cobrados pelo governo federal para serem acreditados, por isso devem haver competência administrativa.”
A busca por esse aprimoramento decreta a morte do gestor intuitivo, faz questão de frisar Tânia Furtado, que coordena o MBA Executivo em Saúde do ISAE/FGV. Está sumindo aquele administrador ao qual “normalmente falta a liderança, conhecimento sobre a economia da saúde, o custo das coisas, quais os modelos de custeio mais indicados e os modos de auditoria que devem ser aplicados.” Tânia considera que não apenas hospitais, mas laboratórios de patologia e secretarias de saúde, sejam órgãos públicos ou privados, querem “resolutividade para o negócio”.
“Fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros e bioquímicos farmacêuticos procuram conhecer gestão. Quando se formam vão abrir suas clínicas, montar suas farmácias, vão atender a restaurantes ou se estruturar para fazer atendimentos home care (em casa)”, diz Tânia.

Negociar
O otorrinolaringologista Erton Coifman, de 55 anos, cursou o MBA Executivo em Saúde e diz que, ao sair da residência, o médico passa apuros: “descobre que tem o produto, mas não entende de negócios e acaba na mão de terceiros.” Coifman, que tem um consultório particular, aprendeu a ponderar o tempo dedicado ao atendimento, avaliar os benefícios da compra de aparelhos e a identificar as propostas que vinham de representantes de laboratórios e de convênios.
Coifman aponta que o médico erra ao levar o idealismo na hora de negociar. Quando não está consultando, é este o papel que desempenha. “Seja um contrato de trabalho, com laboratórios, com empresas da área e profissionais que trabalham em parceria como fisioterapeutas, nutricionistas e fonoaudiólogos.”

FIA lança MBA em Gestão de Franquias

De olho no mercado de franquias, que está em ascensão no Brasil, o PROVAR (Programa de Administração de Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração) participa da ABF Franchising Expo 2008. Na ocasião, os visitantes poderão conhecer um pouco mais sobre o novo MBA Gestão de Franquias, desenvolvido para atender as necessidades dos Associados da ABF. O evento acontecerá de 25 a 28 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo.
Coordenado pelo PROVAR da FIA e, em parceria com a ABF – Associação Brasileira de Franchising, o novo MBA Gestão de Franquias é único no país. Com 600 horas de duração em um período de 18 meses, o curso será segmentado em Gestão de Negócios, Gestão de Varejo e de Serviços, Gestão de Franquias, com cenários e tendências de cada setor. O início das aulas da primeira turma está previsto para o mês de agosto.
As aulas serão ministradas por professores da FIA, como também por dois diretores da ABF. O MBA Gestão de Franquias conta ainda com profissionais e palestrantes experientes na área de Administração. O programa será ministrado nos centros de treinamento da FIA em São Paulo e na própria sede da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Mais informações sobre o curso poderão ser adquiridas no stand do PROVAR, localizado na Rua H 19.
Em sua 17ª edição, a feira tem como principais objetivos oferecer ao público oportunidades de investimento em praticamente todos os segmentos da economia nacional, da alimentação à locação de veículos, como também divulgar o sistema de franchising como um todo e sua importância para o cenário e desenvolvimento econômico do país.
Para este ano, a ABF Franchising Expo 2008 espera gerar um volume de negócios em torno de R$ 26,5 milhões e receber 32 mil visitantes. A grande novidade desta edição é a participação de 12 Delegações Internacionais, entre elas, África do Sul, Argentina, Colômbia, Equador, Espanha, Grécia, Guatemala, México, Peru, Portugal, Rússia e China.
17ª ABF Franshising Expo 2008, nos dias 26,27 e 28 de junho, de quarta à sexta-feira das 13 às 21 horas, sábados das 12 às 18 horas, no Expo Center Norte - Pavilhão Azul., Avenida José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – S. Paulo. |
Perfil da FIA - Eleita, pelo terceiro ano consecutivo, a melhor Escola de Negócios do Brasil, a FIA, um dos mais conceituados e respeitados centros educacionais do país, possui 27 anos de atuação no setor. A entidade, credenciada junto ao MEC (Ministério da Educação), atua em três frentes: consultoria, pesquisa e educação, capacitando-a para desenvolver estudos e prestar serviços nos mais variados campos de especialização da Administração. A FIA, também eleita entre as 11 melhores da América Latina pela revista América Economia, oferece 14 programas de MBAs com renomados professores e conteúdo atualizado com as tendências e necessidades de mercado. São cursos que vão desde Administração de Projetos, Banking, Comércio Internacional até Gestão e Empreendedorismo Social, Marketing de Serviços, Varejo, entre outros. Ao todo 52 professores atuam como coordenadores de projetos.
Todos os MBAs disponibilizados pela instituição alcançaram credenciamento junto à The Association of MBAs (AMBA), sediada na Inglaterra, que referencia diversas escolas de negócios pelo mundo. Outro reconhecimento importante foi fornecido pelo jornal britânico Financial Times. O MBA Executivo Internacional, oferecido pela FIA, ocupa a posição de número 52 no ranking elaborado pelo jornal, que destaca, ainda, a qualidade do grupo de alunos: o 4º melhor do mundo.
Sobre o Provar: Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) foi criado em 1992 com o objetivo de promover pesquisas e oferecer treinamento para o setor, que é um dos maiores do terciário da economia brasileira e grande empregador da mão-de-obra. O propósito do programa é manter uma estreita parceria entre acadêmicos e executivos de organizações ligadas direta ou indiretamente ao varejo, à distribuição, aos serviços e ao mercado de consumo. O programa também tem por objetivo promover pesquisas, estudos, publicação, consultoria e treinamento para o setor de varejo de bens e serviços. Consolidado como o maior centro acadêmico de investigação nas áreas do varejo e mercado de consumo do Brasil, o Provar envolve a participação regular de mais de cinqüenta professores, vinte pesquisadores em caráter permanente, além de alunos do mestrado e doutorado da FEA/USP. Sob sua supervisão já foram realizados mais de 5 mil horas por ano de programas de treinamento, bem como projetos de consultoria e educação no Brasil e na América Latina (México, Chile e Argentina), tendo registrado em 2005 o treinamento de mais de três mil profissionais.
Perfil da ABF.: A ABF – Associação Brasileira de Franchising é uma entidade sem fins lucrativos, criada em 1987, para divulgar, defender e promover o desenvolvimento técnico e institucional do modelo de negócio batizado como Franchising/Franquia. Sendo assim, reúne todas as partes envolvidas na franquia - franqueadores, franqueados, consultores e prestadores de serviços – para garantir e disseminar a prática do bom franchising no Brasil.
A ABF orienta como pesquisar corretamente uma franquia, indica literaturas especializadas e fornece dados sobre as empresas franqueadoras no Brasil e no exterior. Para as empresas interessadas em expandir seus negócios através do sistema de franquia, a ABF orienta quais ações necessárias para formatar o negócio.

Faculdades Integradas Rio Branco inscreve para pós-graduação lato sensu e MBA

As Faculdades Integradas Rio Branco oferecem cursos de especialização e MBA em diferentes áreas. As inscrições para novas turmas, com início previsto para o segundo semestre de 2008, estão abertas.

São oferecidos os cursos de Gestão de Negócios (com Marketing, Finanças e Recursos Humanos), Responsabilidade Social Corporativa, Gestão Criativa e Relações Internacionais, além dos MBAs em Branding (Gestão de Marcas), Gestão e Internacionalização para Indústrias e Banking.

Serviço:

Os interessados podem obter mais informações no site da instituição ou pelo tel. (11) 3879-3105. Turmas sujeitas à formação.

Confira informações sobre os cursos:

MBA - BRANDING,GESTÃO DE MARCAS
- Nova turma com início em setembro de 2008
- Turmas semanais com aulas as segundas e quartas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Turmas quinzenais às sextas-feiras, das 19h15 às 22h30 e aos sábados, das 8h às 18h com intervalo de uma hora para almoço.
- Carga horária: 516 horas, trabalho de conclusão de curso e módulo internacional opcional em Londres.
- Inscrições até agosto de 2008.

GESTÃO DE NEGÓCIOS; MARKETING; FINANÇAS E RECURSOS HUMANOS
- Nova turma com início em agosto de 2008
- Turmas semanais com aulas as terças e quintas-feiras.
- Carga horária: 360 horas e trabalho de conclusão de curso.
- Inscrições até julho de 2008.

MBA - GESTÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO PARA INDÚSTRIAS

- Nova turma com início em agosto de 2008.
- Turmas semanais com aulas as segundas e quartas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Carga horária: 360 horas, trabalho de conclusão de curso e módulo internacional opcional na China ou EUA.
- Inscrições até julho de 2008.

MBA - BANKING
- Nova turma com início em agosto de 2008.
- Turmas semanais com aulas as segundas e quartas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Carga horária: 360 horas e trabalho de conclusão de curso.
- Inscrições até julho de 2008.

RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA
- Nova turma com início em agosto de 2008.
- Turmas semanais com aulas as terças e quintas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Carga horária: 360 horas e trabalho de conclusão de curso.
- Inscrições até julho de 2008.

GESTÃO CRIATIVA
- Nova turma com início em agosto de 2008.
- Turmas semanais com aulas as terças e quintas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Carga horária: 360 horas + trabalho de conclusão de curso.
- Inscrições até julho de 2008.

RELAÇÕES INTERNACIONAIS
- Nova turma com início em agosto de 2008.
- Turmas semanais com aulas as terças e quintas-feiras, das 19h15 às 22h30.
- Carga horária: 360 horas e trabalho de conclusão de curso.
- Inscrições até julho de 2008.

O caminho das pedras para o sucesso nas multinacionais

Com perseverança e investimento em formação, funcionários que começam no baixo escalão galgam posições até chegar a cargos executivos de empresas estrangeiras

Grandes oportunidades de crescimento profissional, possibilidade de construir uma carreira internacional e salários acima da média são alguns dos atrativos das empresas multinacionais Há histórias de gente que começou no nível mais baixo e, com esforço próprio e investimento da companhia, cresceu profissionalmente e hoje ocupa cargos executivos. Mas, é claro, foi preciso ultrapassar inúmeras dificuldades, entre elas a impessoalidade no ambiente corporativo, devido ao tamanho da organização, e as pressões da matriz.

Iris Barbosa começou a trabalhar em uma lanchonete do McDonald’s aos 16 anos, como atendente, em São Paulo. Hoje, 24 anos depois, ela é diretora da Universidade do Hambúrguer para a América Latina, instituição que oferece cursos e treinamentos para os funcionários da rede. “Estava concluindo o ensino médio e queria trabalhar, ganhar o meu dinheiro, e um amigo meu da escola falou que trabalhava no McDonald’s e que era legal. Achei estranho porque era uma lanchonete, mas eles aceitavam pessoas sem experiência e não conseguia outro emprego porque todo mundo pedia experiência”, lembra.

Com o tempo, Iris foi ganhando promoção atrás de promoção e chegou ao cargo de gerente de restaurante, aos 21 anos, quando precisava treinar futuros franqueados e outros funcionários. Quando o McDonald’s Brasil criou um departamento de treinamento, conta, ela foi chamada para ser consultora. Agora, aos 40, ela é responsável pelo desenvolvimento profissional dos funcionários de 1,6 mil restaurantes em 18 países. “São desafios muito grandes, por causa da diversidade das línguas e das culturas”, acrescenta. Desafios para os quais ela se preparou ao longo de sua carreira, com uma graduação em economia, outra em pedagogia e mais um MBA pela Fundação Getúlio Vargas (esse custeado pela empresa), além de vários cursos no país e no exterior.

Uma história parecida é de Selma Moreira, também de São Paulo. Ela começou como empacotadora dos supermercados Wal-Mart, quando tinha 15 anos, pelos mesmos motivos que levaram Iris ao McDonald’s. “Queria comprar minhas coisas, um tênis legal, mas minha família tem uma origem muito humilde e não podia me dar tudo”, explica. Ao aproveitar as oportunidades e se qualificar com uma graduação em administração de empresas, uma especialização em relações públicas e um MBA em empreendedorismo social, ela chegou ao cargo de coordenadora de responsabilidade social do Wal-Mart Brasil, com 26 anos de idade. “Tem que ter muita motivação, tem que se desenvolver para conquistar as oportunidades.”

Selma diz que, de vez em quando, observava funcionários de fora do país na loja onde trabalhava, falando inglês, e ela queria participar daquilo, entender o que eles falavam. Procurou então um curso de inglês e pagou com seu próprio salário. Promovida para caixa, participou de recrutamentos internos para ir para a área administrativa, mas não conseguiu de primeira. “Fui ao RH perguntar por que eu nunca era selecionada e eles me falaram que era preciso ter ensino superior, pelo menos cursando”, conta. Lá foi ela seguir a receita e pronto: quando estava na faculdade, entrou para o setor jurídico, onde ficou por cinco anos. “Nesse período conheci outras áreas e me apaixonei por responsabilidade social, que não quero parar nunca de fazer.” Depois foi para o Canadá, onde ficou por dois meses para aperfeiçoar o inglês. Selma gosta de dizer que sua carreira deslanchou por ela ter investido em si mesma e também porque a empresa ofereceu meios para o desenvolvimento pessoal.

Oportunidades

Para o consultor Alex Gelinski, diretor da Chess Human Resources, o profissional que estuda bem o perfil da multinacional tem grandes chances de conseguir fazer uma boa carreira. “Na multinacional, um profissional pode galgar posições, enquanto alguém que tem uma carreira mais desenvolvida pode subir mais rápido em uma empresa de médio porte, mas a responsabilidade é maior”, explica. Uma vantagem na multinacional é que, em geral, o salário é maior, segundo Gelinski.

As oportunidades, diz ele, são normais em grandes corporações. “Normalmente há uma grande massa de contratações na implantação (como em qualquer empresa) e posteriormente isto tudo ocorre normalmente.” Uma coisa é certa, diz Gelinski: quem quer fazer uma carreira internacional pode encontrar um caminho mais fácil nas empresas estrangeiras.

Ranking das melhores escolas pela Financial Times

Faça aqui o download do arquivo completo das Melhores Escolas MBA do mundo em 2007 pela Financial Times.

Entrevista com Maria Tereza Gomes

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Pague seu curso MBA

Quais são as melhores opções para um profissional que busca a especialização MBA mas precisará bancar do próprio curso.

Há cada vez menos profissionais que esperam um aval da empresa para começar um MBA. Donos de suas carreiras, os executivos andam bancando seu próprio curso. Isso é o que revelou a pesquisa da VOCÊ S/A: 55% dos alunos abordados dizem pagar integralmente seus MBAs. Tomar essa atitude requer uma boa dose de planejamento financeiro.

Um curso de MBA não custa barato. A média de preços dos cursos classificados no ranking da VOCÊ S/A na categoria MBA Executivo é de 17 500 reais. Os que estão no topo da lista nessa mesma categoria custam na média 40 000 reais.

O primeiro passo para começar a se organizar, segundo o consultor financeiro Márcio Iavelberg, de São Paulo, é colocar na ponta do lápis o quanto se ganha e gasta e, a partir daí, identificar tudo o que pode ser cortado ou reduzido. É possível diminuir os gastos com roupas e restaurantes, por exemplo, ou trocar o carro por um mais barato. Após essa análise, é hora de avaliar as opções de pagamento que o mercado oferece. São elas:

1 - Pagamento à vista com desconto

Para quem pode fazer o pagamento à vista, o desconto costuma ser de 10%. Vale checar, porém, se o abatimento compensa. E aí é preciso fazer as contas. Se o curso custa 10 000 reais e o desconto oferecido à vista é de 10%, você economizaria 1 000 reais. Se esses mesmos 10 000 reais fossem investidos num fundo de baixo risco renderiam mais do que 1 000 reais (no período do curso)? Se sim, vale fazer a aplicação e pagar o curso mês a mês. Na comparação, não esqueça de descontar as taxas de administração e os impostos. Fundos de renda variável não são as opções mais indicadas neste caso, pois apresentam maior possibilidade de perdas no curto prazo.

2 - Parcelamento direto com a escola

Se for parcelar, negocie primeiro com as escolas. Você poderá conseguir boas opções:
Proponha quitar o curso em menos vezes com desconto. Ainda que menor do que o desconto oferecido para quem pagar à vista, você pode receber um abatimento, que varia de acordo com a política de cada escola. No Ibmec/SP o prazo máximo de parcelamento sem juros é de 23 vezes (matrícula mais 22 mensalidades). O desconto à vista é de 15,7% e varia entre 14,2% — para pagamentos em 3 vezes — e 3,6%, em 18 vezes.

Mexa na freqüência dos desembolsos. Em vez de pagar uma parcela a cada mês, realize um único pagamento a cada trimestre ou semestre. Essa é uma boa saída para quem tem remuneração variável e deseja utilizar o bônus para pagar o curso ou para quem tem dinheiro aplicado.

Peça um número de parcelas maior. Os juros aplicados pelas escolas costumam variar entre 1,055% e 1,8% ao mês. Não é pouco, mas ainda é melhor do que a alternativa seguinte.

3 - Financiamento bancário

Se a negociação com a escola não for suficiente, o negócio é financiar o curso. Mas fique atento às taxas. Os juros das linhas de crédito para cursos de pós-graduação (chamadas de CDC MBA) vão de 2,35% a 3,92% ao mês e só valem para os cursos credenciados em cada banco. Márcio Iavelberg reforça que o melhor negócio ainda é negociar com a escola, já que as taxas praticadas por elas costumam ser mais atraentes.

4 - Bolsa de estudo

Essa é outra opção, mas é importante saber que a oferta é bastante limitada. A Capes, fundação do Ministério da Educação, tem o Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup), estabelecido diretamente com a universidade. Cada uma delas desenha os critérios de concessão dos recursos, que não precisam ser restituídos pelo aluno. Para saber se um curso conta com o programa, é preciso consultar a instituição. Existe, ainda, a Fundação Estudar, organização sem fins lucrativos que oferece bolsas parciais (entre 10% e 90%) para escolas de excelência, como FGV-SP, Ibmec/RJ e Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais. Se, apesar das alternativas, você ainda não tem orçamento para se matricular num MBA, não desista. A recomendação é adiar o curso por um tempo, até você economizar o dinheiro para financiar sua educação.

Na ponta do lápis

Dois anos antes de iniciar o OneMBA da FGV-SP, o engenheiro metalúrgico Fernando Prado, de 35 anos, já pesquisava opções e poupava dinheiro. Diretor de novos negócios da Brasil Agronegócio S/A, que presta consultoria e serviços de certificação agropecuária, ele buscava exposição internacional sem a necessidade de deixar o mercado de trabalho, além de uma visão mais completa dos processos de gestão. Fernando irá desembolsar 30 parcelas de 3 000 reais pelo curso, com duração de 21 meses. Antes de tomar a decisão, ele fez as contas e optou pelo pacote-padrão com o maior número de parcelas. Essa alternativa era a única que lhe permitia utilizar seus ganhos mensais para arcar com o curso e ainda construir um colchão de segurança. Precavido, ele colocou num fundo o valor equivalente a 12 mensalidades. “Assim garanto certa tranqüilidade e não preciso interromper o curso diante de algum imprevisto”, diz ele.

Universidade de Pittsburgh abre trinta vagas para MBA no Brasil

Curso, é oferecido pela Universidade de Pittsburgh em parceria com a Amcham, para profissionais que precisam do MBA mas não podem ou desejam sair do Brasil.
O MBA executivo da Universidade de Pittsburgh, promovido em parceria com a Amcham-São Paulo, está com inscrições abertas para a turma de 2009. O programa tem 16 módulos mensais e adota o padrão seguido pela instituição nos EUA: mesmos professores, matérias e carga horária.

“O programa é uma opção para os profissionais que buscam um diferencial competitivo para sua carreira por meio de um curso internacional e não pretendem deixar o país para freqüentar uma escola nos Estados Unidos”, diz Ana Paula Giacomin, gerente do MBA no Brasil.

Para a décima edição do programa, a universidade oferece 30 vagas a executivos com dez anos de experiência em média. “Além da formação, abrimos oportunidades de networking fora do ambiente formal de trabalho”, acrescenta Ana Paula.

As aulas são ministradas uma vez por mês na sede da Amcham, de quarta a domingo.

Mais informações pelos telefones (11) 5180-3626 e (11) 5180-3674.